quarta-feira, 24 de maio de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
“Breve achega sobre a Música na cidade de Penafiel”
 
                 Na Igreja do Recolhimento das Freiras de Nossa Senhora da Conceição, o órgão de pousar ou órgão positivo de armário, muito semelhante aos congéneres da primeira metade do século XVIII, é constituído por um corpo superior que alberga a tubaria e o inferior que comporta o sistema de vento com fole, contra-fole e alavanca. Um dos tubos está assinado: “Alloysio Lopes e Teixeira” (?). No mesmo coro-alto, o órgão de tubos da segunda metade do século XIX.
 
                Cf. DUARTE, Sónia. Breve achega sobre a Música na cidade de Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 30 de setembro. 2016. Edição n.º20. p.13.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel 
ILUSTRES ECLESIÁSTICOS PENAFIDELENSES
              
               Bispo - Conde de Coimbra – D. Manuel Luís Coelho da Silva, natural da paróquia de S. Miguel de Bustelo, onde nasceu na Casa de Palhais, a 26 de Março de 1859. Estudou no Colégio Antero de Quental, em Lousada, e no Seminário do Porto. Cursou direito em Lisboa. Ordenado presbítero em 1881, no tempo de D. Américo, Bispo do Porto. Professor no Seminário. Foi nomeado Cónego da Diocese do Porto, em 1890, e Vigário Geral em 1899 e Capitular depois de D. Américo até D. António Barroso, bispo do Porto.
Com a República, foi desterrado para as Caldas de Vizela, onde escreveu “Dez Meses de Governo do Bispado do Porto”, em 1912. De Vizela, às escondidas, vinha a casa se seus pais, em Bustelo.
É nomeado Bispo Conde de Coimbra, por Bento XV, e, nesta cidade manteve a sua conduta, na defesa da Igreja. Escreveu várias pastorais e livros. Foi este Penafidelense que aceitou a entrada no Seminário de Coimbra, de Padre Américo, para este concretizar a sua vontade de ser padre.
D. Manuel Luís Coelho da Silva faleceu a 1 de Março de 1936.
 
          Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
        

utubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
Casa da Sobreira
São Pedro da Sobreira, Concelho de Paredes
         A casa da Sobreira ficava junto à igreja de São Pedro da Sobreira, contudo, foi demolida em 2011, após o falecimento no ano anterior das últimas filhas de Maria Augusta da Cunha Leão e de António Rodrigues de Sá e Seabra.
Não se sabe ao certo a data da sua construção, contudo, quando nasceu Félix da Cunha em 1655, os seus pais já estariam a residir junto à igreja de Sobreira, como refere o assento de baptismo do mesmo.
Félix da Cunha era filho de Domingos da Cunha, originário da Casa da Cunha em Fundo de Vila de Casconha e de Francisca Maria Moreira. Casou em 4 de fevereiro de 1691 na igreja de São Martinho de Parada de Todeia com Isabel de Leão, nascida em 1660. Félix da Cunha teve um filho natural de Maria, solteira, natural de Recarei, de nome Félix da Cunha. Da esposa teve 2 filhos: Caetano da Cunha Leão e João da Cunha Leão, que foi reitor na igreja de São Pedro da Sobreira. Por sua vez o Caetano foi alferes, morava na Casconha e casou com Ana Moreira, sua prima em 2.º grau, da Casa da Cunha.
 
           Cf. LEÃO, Francisco Delfim Guimarães da Cunha – “Genealogia da Família Leão de Parada de Todeia e Sobreira”. Óbidos: Ed. de autor, 2012.
 
 
As festividades do ciclo do linho
            A primeira grande festa relacionada com o ciclo do linho era a arrinca ou arranque do linho. Esta atividade está associada às colheitas que se realizam entre o final do verão e o início do outono, da qual também fazem parte a desfolhada do milho e as vindimas, correspondendo estas, às principais festividades do ciclo agrícola.
De salientar, que de todas as festividades comuns no mundo rural, 40% estão relacionadas com o ciclo do linho. Os arrancadores, durante a arrinca, entoavam cantares, muitas vezes relacionados com o linho, para que a população circunvizinha os ouvisse e viesse participar.
Depois da arrinca, o linho era colocado sobre o carro de bois e conduzido até à eira, para aí ser ripado, atividade que consistia na operação de separação da baganha ou bagarela, (cápsula que contém a semente) do resto da planta. As brincadeiras no decurso da ripagem eram frequentes, consistindo uma delas no acréscimo propositado da dificuldade provocado pelas raparigas que, estando a entregar as manadas de linho aos homens, davam nós nos caules, o que fazia com que estes tivessem de puxar vigorosamente sem surtir efeito, pois as plantas ficavam presas no ripo. Se a rapariga que tinha dado o nó na manada fosse apanhada, colocavam-lhe o próprio nó no prato da comida. Um outro divertimento que ocorria durante a ripagem era o de um grupo pegar ao colo uma pessoa de cada vez, atirando-a para cima do linho que estava a ser depositado no carro de bois, mostrando assim, a força e a alegria de que ainda dispunham depois de um intenso dia de trabalho. No fim da ripagem era frequente o dono da casa servir uma merenda com sardinhas fritas, broa de milho, azeitonas e vinho.
 
           Cf. ANILEIRO, Ana. As festividades do ciclo do linho. Notícias de Penafiel, Penafiel, 8 de julho. 2016. Edição n.º11. p.6
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
A 13 de março deste ano, a Dr. Maria Rita Leão Sá Seabra Lecour, doou ao arquivo municipal de Penafiel uma caixa com documentação referente à Casa da Sobreira, em São Pedro da Sobreira, concelho de Paredes.
Esta documentação baliza entre 1730 e 1940 e trata-se de vários documentos avulsos, essencialmente, testamentos, partilhas, compras e vendas e emprazamentos.
Será brevemente descrita arquivisticamente e digitalizada para ser disponibilizada on-line no nosso programa GEAD.
Aproveitamos para agradecer à Dr. Maria Rita Lecour e a seu primo Francisco da Cunha Leão, infelizmente já falecido, mas que sempre defendeu que a documentação da Casa da Sobreira deveria ser tratada e disponibilizada ao público.


 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Livro disponível para consulta no arquivo municipal de Penafiel, gentilmente oferecido por Ilka de Castro Moreira Vilela, nossa utente do Brasil, no qual se encontra a descendência de Manuel Moreira de Meireles.
Manuel Moreira de Meireles nasceu na Casa de Pegas, no lugar de Outrela, em Perozelo.
Era filho de Ana Moreira e de António Lopes, neto materno de Helena Moreira e de Domingos Couto e neto paterno de Francisca Dias e António Lopes.
Manuel Moreira de Meireles nasceu em 26 de maio de 1681, era cavaleiro da Ordem de Cristo e irmão do padre Marcos Moreira, pároco de São Adrião de Duas Igrejas e Peroselo e de Maria Moreira que casou com Manuel da Fonseca, tendo herdado a Casa de Pegas.
Manuel Moreira de Meireles casou no Brasil com Josefa D'Assunção, natural do Rio de Janeiro e filha de Joana de Sousa e de Manuel Rodrigues. O casal residia em Santo António do Itatiaia, tendo em 1732 ocupado o cargo de vereador da Câmara de Vila Rica.
Trata-se da história e descendência de um penafidelense no Brasil, no século XVII, que vale a pena conhecer.

    Cf. VILLELA, Ilka de Castro Moreira - "Laços de Família". Belo Horizonte: Usina do Livro, 2013.

 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Capela Santo António Velho
         O arquivo da Capela de Santo António Velho encontra-se na posse da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.
No dia 5 de Julho de 2005 foi assinado um protocolo para tratamento e digitalização da documentação entre a Câmara Municipal de Penafiel e a referida Ordem, protocolo esse que visava o tratamento arquivístico do espólio, do qual consta a higienização, desinfestação, bem como pequenas intervenções de restauro, classificação, ordenação e descrição do fundo documental.
Foi no momento da incorporação e identificação da documentação que detectamos a existência de documentos pertencentes à Capela de Santo António Velho misturados com a documentação da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Esses documentos são essencialmente requerimentos, declarações, um inventário, processos para a reparação da capela, livros de receitas e despesas.