segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sabia que…
Em ata de reunião, da Junta de Freguesia de Irivo, de 4 novembro 1928, foi dito pelo Sr. Presidente que “tendo-lhes sido feito um pedido pelas Ex.mas professoras desta freguesia de 20 cadernos de papel para as suas escolas, lhe respondera que na ocasião presente não tinha dinheiro para satisfazer tal pedido. Que tendo as mesmas voltado a insistir no referido pedido, consultou o superior das ditas professoras neste sentido, o qual lhe respondeu que realmente as Juntas deviam fornecer os impressos precisos para o recenseamento escolar, mas que em vista de não terem dinheiro nesta ocasião, oficiasse as mesmas professoras delicadamente, dizendo que não tendo a Junta dinheiro na presente data, as auxiliavam com a quantia necessária, com o seu próprio dinheiro”.
Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL - Junta de Freguesia de Irivo – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2006, p.23. Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documenta
cao-publ….
Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
              Frei João de Sª. Rita – Natural da Paróquia de S. Romão de Vez de Aviz, lugar de Ribela, em 20/2/1785. De seu nome João de Sousa Meireles Moreira, e beneditino com o nome de Frei João de S.ª Rita. 
Oriundo da família Moreira, que entronca na casa da Lousa, de S. Miguel de Gandra (Paredes), que se ramificou para Penafiel de Sousa. Dessa casa saiu o Padre Amaro Moreira, que fundou a Igreja da Misericórdia de Penafiel, e foi pároco no concelho de Mondim de Basto. 
Gaspar Moreira, de Gandra (Paredes), veio casar a S. Miguel de Urrô, e Maria Gaspar Moreira, casou em S. Martinho de Lagares. Vários ramos de familiares dos Moreiras, estenderam-se por Lagares, Abragão, Peroselo e Vila Cova. E daí, os quartos avós paternos de Frei João de S.ª Rita. Depois de 1834, com a extinção das Ordens, veio fixar residência em casa de seu irmão de Arrifana de Sousa. Faleceu em 1/5/1840.
       Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
        Cf. ADPRT, Fundo Paróquia de Penafiel, PT/ADPRT/PRQ/PPNF24/003/0021, Registo de óbitos da Paróquia de Penafiel, 1834-1859, fl.923.
Imagem:


Gonçalo de Meireles Guedes de Carvalho
Fidalgo da Casa de Sua Majestade, foi 3.º Morgado da Aveleda. Gonçalo sucedeu, também, na Quinta de Gradiz, em Aguiar da Beira.
Casou com Francisca Joana da Costa Guedes, natural da Praça de São Domingos, freguesia da Sé, no Porto, filha de Domingos da Costa Guimarães, familiar do Santo Ofício e procurador da cidade do Porto e de Maria de Meireles do Espírito Santo, irmã do Reverendo José Lopes, cónego da Sé do Porto.
Casaram em 1729, na igreja de São Cosme de Gondomar, onde Gonçalo possuía uma quinta.
Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel em 1736, 1738 e 1739.
Em novembro de 1738 foi nomeado familiar do Santo Ofício da Inquisição de Coimbra e, em janeiro de 1739, recebeu hábito de Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Tiveram cinco filhos: Manuel de Meireles Guedes, João Bernardo de Meireles Guedes, Maria Margarida de Meireles Coutinho, Tomásia Barbosa Marcelina Guedes de Carvalho e António de Meireles Freire.
Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.840-441.
Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA /C/G/cd.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
        Foto Antony
                Fundo da Casa Comercial Foto Antony encontra-se no Arquivo Municipal por contrato de depósito. É um fundo de grandes dimensões que engloba negativos de vidro, película, bem como alguns positivos. Este encontra-se organizado em reportagens de estúdio e reportagens de exterior. Estas últimas estão divididas por várias temáticas segundo a ordem dada pelo produtor e que o Arquivo manteve, nomeadamente, “Padre Américo”, “VP (vistas da cidade)”, Figuras típicas, entre outras.
Este fundo é composto por negativos que o Sr. António Guimarães foi adquirindo no seu percurso por outras casas comerciais e no contacto que teve com outros fotógrafos e pelas fotografias produzidas pelo Sr. António Guimarães e, as mais recentes, pelo seu filho Sr. Belmiro Guimarães.
As fotos abarcam todo o séc. XX essencialmente.
Este fundo está a ser tratado e digitalizado e brevemente, uma parte, será disponibilizada no programa gead, em http://geadopac.cm-penafiel.pt .
De qualquer forma já têm sido disponibilizados alguns negativos, apesar de ainda não estar totalmente disponível ao público.
Arquivos de Família - Investigação
               O IEM - Instituto de Estudos Medievais, o CHAM - Centro de Humanidades, o IHC - Instituto de História Contemporânea juntaram-se para a organização do ciclo "Arquivos de Família & Investigação em História".
Este ciclo divide-se em três sessões: 
- a primeira dedicada à investigação em História Medieval;
- a segunda à investigação em História Moderna;
- e a terceira à investigação em História Contemporânea.
A segunda sessão, dia 13 de outubro, contará com a participação da Doutora Paula Sofia Fernandes, que irá falar do contributo para a história dos arquivos de família existentes e ou tratados pelo Arquivo Municipal de Penafiel.
      Sabia que…
               No Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, na Semana Santa, as vésperas, matinas e missa tinham sempre música até se reformar o Recolhimento, mas a fundadora Francisca das Chagas não queria admitir a música e fez com que durante muitos anos se cantasse Canto Chão, no seu rigor.

Jornal O GAIATO – 1944

                 5 de março de 1944
                 Fundação do jornal O GAIATO, quinzenário da Obra da Rua, pelo Padre Américo.
Cf. MENDES, Manuel – Sumário de Datas de Paço de Sousa. Paço de Sousa: Colecções e Edições Gamuz, 1998, p.37.
Imagens retiradas do livro “Padre Américo, Vida e Obra”, p.62-63.



Gonçalo Barbosa de Meireles Freire
           Filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, Bento, Marcos e Manuel.
Sobrinho-neto do abade Amaro Moreira, fundador da igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.
Gonçalo foi chanceler-mor do reino, desembargador do Paço da cidade de Lisboa, fidalgo da Casa Real e instituidor do morgado da Aveleda.
Foi sepultado no claustro novo de São Vicente de Fora, em Lisboa, e era irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O seu pai, Gonçalo Barbosa Coelho, era filho de Gonçalo Tomé Barbosa e de Dona Catarina Coelho. Sua mãe, Ana Moreira, era filha de Domingos Gaspar Moreira, irmão de Amaro Moreira e de Dona Águeda Freire de Meireles.
                Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.817-818.
       Imagens dos documentos do livro da genealogia dos Moreiras, AMPNF, D-22
Freguesia de Luzim
            O foral novo de D. Manuel doado a Penafiel em 1 de Julho de 1519, contempla esta muito antiga freguesia de Luzim.
A sua antiguidade está no facto de se encontrar já fundada no longínquo ano de 943, século X, registada através do doc. P M H, DOC. 53, já associada á Igreja contemporânea, referindo a Villa Losidi cujo povoamento, refletia já uma estratégia que tinha por base a proximidade das linhas de água e o próprio rio Tâmega, assim chamado, por nascer em Espanha, na serra do Larouco e próximo de um lugar chamado Tamague-los.
A Igreja de São Baptista, foi sede e deu origem á paróquia com o mesmo nome, verificando-se que a zona de influencia de cada Igreja, teria necessariamente de cobrir uma vasta área e que a partir do século XI a tendência de edificar um templo onde se fixava um núcleo de povoamento, conduziu a um maior número de Igrejas espalhadas pelos territórios, caracterizados por uma tendência para o povoamento disperso.
As primeiras Igrejas, eram do domínio privado, pertencentes a particulares que, com o decorrer do tempo, as foram doando aos mosteiros e conventos.
No ano de 1059, aparece registado o lugar de Paços, no ano de 1092 surge referenciado o lugar de Sá, significando que a distribuição espacial dos núcleos começava a ser já um pouco diversa relativamente à centúria anterior, nas áreas periféricas do Concelho.
Em 1109, aparece registado o lugar do Outeiro, significando que Luzim se desenvolveu em torno de um templo, traduzindo uma organização paroquial estruturada.
A certidão do livro grande tirada da Torre do Tombo, em 1453, que se encontra no Arquivo Distrital do Porto, na forma de «lembrança» de divisões de algumas terras, Inquirições sobre as Igrejas situadas no seu termo e sua Comarca, de Entre Douro e Minho e outras causas tocantes à cidade, sobre Luzim diz: SANHOANE DE LOSY. GONSALUUS PLAGIR declarou que a Igreja era a metade do Convento de Arouca e a tinha por testamento, devendo fazer serviço ao Senhor da Terra uma vez por ano e o melhor que pudesse. Os casais são de vários que pagam suas rendas, respetivas. O reguengo é extenso com seu variadíssimo foro em que figura eirádiga ao costume da terra e devem ir leva-la onde o Senhor della ordenar até ao termo de Penafiel.
Segundo as Inquirições Afonsinas de 1258, Luzim produzia: pão, porcos, galinhas, ovos, castanhas, fruta e linho.
              
Cf. SOARES, João. Freguesia de Luzim. Notícias de Penafiel, Penafiel, 23 de setembro. 2016. Edição n.º19. p.12.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
         Frei António da Soledade – natural de S. André de Marecos (“O Marecos”) o seu retrato encontra-se no Salão de Quadros dos Reis e Benfeitores e de Santos da Ordem dos Beneditinos. Foi um eclesiástico de gosto artístico. Geral da Ordem, em 1756, e Prior de Tibães.
        Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.

 
Germano Vieira de Meireles
            No Porto iniciou a sua carreira jornalística como redactor do “Eurico” onde também colaborou Camilo e Antero. Teve a seu cargo a redação da secção política do “Progresso Liberal”. Foi redactor de “O primeiro de Janeiro”.
Conviveu muito com Antero de Quental, encontrando-se assiduamente com este no café “Águias d’Ouro”, na Praça da Batalha, no Porto.
Nasceu em 22 de fevereiro de 1842, em Penafiel. Formou-se em Direito, em Coimbra. Morreu em 3 de dezembro de 1877, nesta cidade. Fundador do Jornal “O século XIX”.
           Cf. Silva, Germano – A Tónica Penafidelense no Porto do século XIX. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 1996, p.14-16.
            Imagem retirada do livro Penafiel na “Doação Germano Silva”, p.53.
    Sabia que…
          O Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição de Arrifana de Souza teve como seu fundador o Sr. Gonçalo Ferreira da Costa residente no Solar da freguesia de Santa Eulália, do lugar de Paços, comarca do Porto.
Gonçalo Ferreira da Costa foi para o Brasil onde casou com Dona Clara de Barro. Ao voltar para Portugal foram viver para a Quinta das Lages. 
Dona Clara faleceu sem filhos deixando parte de seus bens para se fundar um recolhimento com a invocação de Nossa Senhora. Gonçalo Ferreira começou logo a pôr em execução a vontade da esposa.
Gonçalo Ferreira concluiu o primeiro dormitório com sua igreja, ficando tudo preparado para entrarem as primeiras donzelas, dando um legado de missa quotidiana.
Contudo, a 15 de Agosto, falece Gonçalo Ferreira ficando a obra parada durante muitos anos sem esta ser povoada: “...não há certeza do ano em que deu principio a obra, nem do seu falecimento.”
Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa
1991
              Este álbum possui várias fotografias da celebração do Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa, no ano de 1991.
Entre os vários momentos, decorridos durante o ano, referimos aqui alguns, tais como: o 1.º festival de Bandas do Concelho de Penafiel, datado de 9 de junho de 1991, apresentação do livro “Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa”, do Eng. Manuel Mendes, celebração do cinquentenário da Banda de Música, com recepção aos convidados, missa solene, almoço/convívio e espectáculo de variedades, todos estes datados de 10 de agosto de 1991.
Estas fotos fazem parte de um álbum de fotografias denominado Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa - 1991, pertença do Padre Manuel Mendes, de Paço de Sousa, que foi cedido ao Arquivo Municipal, para ser digitalizado e disponibilizado, ao qual aproveitamos para agradecer.
Este tipo de atitudes permite que não se perca a memória das nossas localidades. Seria bom que mais pessoas tivessem este tipo de cuidado de disponibilizar, uma vez que não perdem os documentos pois estes ficam sempre com os respectivos donos, apenas disponibilizamos as digitalizações.
Francisco de Azevedo Coutinho de França e Faro
      Filho de António de Azevedo Coutinho, desembargador do Paço.
Foi conselheiro da Real Fazenda.
Em 1796, El Rei acrescenta-lhe ao título de fidalgo escudeiro da Real Casa com 250 réis, mais moradia de mil réis como moço fidalgo, a mercê de fidalgo cavaleiro da Casa Real, com mais 750 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada. Foi senhor da quinta das Laranjeiras e Sete Rios, senhor do Forte da Boa Viagem onde veio a falecer em 1814. Procurador da Casa da Rainha.
 
         Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1114
 
         Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/S
ACQA/MA /C/S/E/bfl.01.
  As festividades do ciclo do linho
     A espadelagem decorria num ambiente de festa, onde eram convidadas as raparigas das redondezas, que traziam as suas próprias espadelas, espadeladouros ou cortiços de espadelar, para trabalhar em grupo, sempre à noite e fora de casa, em terreiros, à luz da lua ou da candeia. As mulheres juntavam-se sentadas ou de pé, a espadelar e a entoar cantigas em coro, tendo como espetadores os homens que se dispunham à sua volta. Findo os trabalhos, dançava-se ao som da concertina, e a dona de casa servia sardinha com pão e bebia-se vinho à descrição. Esta tarefa monótona era transformada em divertimento, dado que se cantava, dançava e faziam-se “brincadeiras”, pelo facto de ser permitida a interferência masculina. No Concelho de Penafiel era frequente durante a espadelagem o rapaz, para mostrar que estava interessado na rapariga, ou simplesmente para se divertir, cumprimentá-la e ao mesmo tempo roubar-lhe uma maçã, que era colocada com este propósito no interior do cortiço de espadelar. Muitas vezes, as raparigas em vez de colocarem maçãs no cortiço de espadelar colocavam urtigas, para gracejar com os rapazes. 
Nas casas dos lavradores mais abastados, organizavam-se as fiadas para as quais eram convidadas as mulheres das proximidades, para se juntarem a fiar, tratando o linho do dono da casa, já que apenas os mais abastados possuíam linho que justificasse uma fiada. As mulheres juntavam-se à porta de casa, a fiar, em troca de um almoço farto, que terminava com um divertido bailarico.
            Cf. ANILEIRO, Ana. A broa e os moinhos em Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 8 de julho. 2016. Edição n.º11. p.6.